Quem Somos
“... é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária”. Lei 8.069 do ECA, artigo 4 e artigo 227 da CF.
O Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE) é uma entidade sem fins lucrativos, estabelecida em Manaus, Amazonas. Suas atividades começaram em 1997, por iniciativa dos coordenadores de duas Áreas Missionárias, Santa Mônica e Santa Helena, que antes trabalhavam em conjunto sob a liderança do Pe. Riccardo Zanchin (Diocese de Treviso/Itália), idealizador do MCVE, com a missão de atuar como um alicerce social da Arquidiocese de Manaus, auxiliando jovens, crianças, adolescentes e suas famílias a lidar com diversas situações de vulnerabilidade social presentes na área. A instituição foi oficialmente registrada em cartório no ano seguinte (1998), obtendo seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Portanto, o MCVE foi estabelecido em 22 de maio de 1998. Desde a criação do MCVE, despertou-se nas duas Áreas Missionárias a vontade de colaborar na redução das vulnerabilidades sociais enfrentadas pelas comunidades oriundas de ocupações ilegais de terras, que originaram as grandes periferias da Zona Norte de Manaus. O objetivo era estimular os moradores dessas regiões a tomar medidas e desenvolver comportamentos que fomentem e protejam a cidadania e a dignidade de todos e todas. Além disso, o MCVE oportunizou o acesso a diversas atividades que impactaram positivamente na vida de inúmeros indivíduos e respectivamente no desenvolvimento comunitário, como por exemplo, a implementação do projeto Atividades Lúdicas e de Cidadania, Projeto Horta, Projeto Raio de Luz, Projeto para Democratização da Informática, Escolas de Futebol, projetos de proteção ao Meio Ambiente “VAPET (vassouras de PET), Reciclagem é Vida e Equipe de Meio Ambiente (EMA), grupo de apoio a mulheres vitimizadas “Guerreiras Amazônica em Movimento (GAM)”, projeto Fazendo Arte na Comunidade, projeto Ler para Crescer, polo do programa Mudando a História (Fundação Abrinq), projeto Menos Lixo, Mais Vida” e outros. Desde então, a inquietação com a falta de políticas públicas nessas regiões engendrou a forma de atuação do MCVE, que tem como característica principal combater a privação dos direitos das minorias, sobretudo as que atingem crianças e adolescentes. Para tal fim, o MCVE busca propor determinadas discussões com participação mais ativa nos fóruns, conselhos, redes e espaços de fortalecimento da sociedade civil. Atualmente, o MCVE mantém suas atividades nas categorias de Proteção Social Básica e Proteção Especial de Média Complexidade, atuando diretamente na raiz das vulnerabilidades sociais, com uma atuação descentralizada, por meio das seguintes iniciativas: Abordagem Social, Projeto Esperançar, quatro polos de Atividades Lúdicas e de Cidadania, Projeto Empodera Gera Ação, Laboratórios de Informática e um (1) Polo Centro de Formação AWA’RÉ, voltado para crianças e adolescentes. Por f im, o MCVE foi fundado com um grande objetivo: seguir os passos de Jesus, trabalhando em prol da vida e da esperança.
Missão
Promover ações e atitudes que fomentem e protejam a cidadania e a dignidade de
todos, priorizando os excluídos, marginalizados e economicamente desfavorecidos, especialmente crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade.
Visão
O sistema social hoje infelizmente tem uma economia voltada somente para uma
minoria, apesar da existência de vários projetos e programas sociais que são criados para
a classe menos favorecida, ainda assim é notório o número de pessoas com pouca ou sem
nenhum esclarecimento de seus direitos constitucionais. As ações governamentais têm sido
insuficientes para reverter às situações de exclusão social – oriundas de uma longa história
de exclusão, resultando em fatores que afetam diretamente famílias empobrecidas. Reconhecemos os esforços governamentais para diminuir essas situações através de investimentos em projetos e programas sociais de emancipação e protagonismo.
Assim, indignados e convocados pela palavra de Deus, o MCVE se propõe ao desafio
de transformar essa realidade. Portanto, o modelo de sociedade que deve orientar o trabalho
e a atuação dos agentes está fundamentado em relações justas, participativas, humanitárias
e solidárias, garantindo e efetivando os direitos de todas as crianças, jovens, adolescentes e
adultos, sem discriminação, proporcionando-lhes apoio para o desenvolvimento do protagonismo e da atuação na vida da comunidade, capacitando-os a escolher governantes
comprometidos com as causas populares, contribuindo para um país modelo de justiça,
solidariedade e igualdade.
Valores Institucionais e finalidades
A Instituição MCVE, por meio de seus agentes, acredita e luta por uma sociedade onde a coragem e as virtudes sejam um exercício diário e consciente dos valores humanos, promovendo espaços para a convivência fraterna, o diálogo verdadeiro, o exercício da cidadania livre, a construção da cultura da paz, o respeito à diversidade religiosa e cultural, e o bem comum para todos. Assim, firma a proposta do Reino de Deus, marcada pela dimensão missionária e aliada à mística libertadora, com ações que possam contribuir para a redução das situações de pobreza. A ação do MCVE passa pela opção preferencial pelos mais pobres, focando naqueles que são excluídos e vítimas das desigualdades sociais.
O Movimento Comunitário Vida e Esperança possui em seu Estatuto os seguintes objetivos:
I - Incentivar os moradores da Área Missionária Santa Helena e bairros vizinhos, a tomarem iniciativas e criarem atitudes que promovam e defendam a cidadania e a dignidade de todos, dando, porém, prioridade aos excluídos, marginalizados e economicamente carentes, sobretudo jovens, com atividades de educação integral e formação para o trabalho;
II- Trabalhar em prol da comunidade e com a comunidade, em defesa de políticas públicas de interesse comunitário, garantidos a todos os cidadãos e cidadãs pela Constituição Federal Brasileira, e com a participação da Comunidade;
III – Promover atividades sociais, educacionais, culturais e desportivas;
IV – Administrar, de acordo com as normas legais que regem a atuação da Entidade, os recursos provenientes de convênios, doações, subversões e arrecadações;
V – Preservar o meio ambiente através da educação ambiental, de gestos e atitudes que se contrapõem a poluição e degradação da natureza;
VI – Realizar, organizar, promover ou participar de eventos culturais, sociais, por iniciativa própria ou em parceria com outras Instituições;
VII – Desenvolver Projetos Sociais, visando à criação de espaços socioeducativos, escolas educacionais e profissionais, de formação técnica, dentre outros;
VIII – Integrar e fortalecer os vínculos de solidariedade e recuperação entre os comunitários, solidificando o espírito associativo;
IX – Manter política e organização adequadas ao desenvolvimento do seu patrimônio e a aplicação dos seus atendimentos.
Linhas de ação
Centro de Formação Awa’ré (Proteção Básica)
Famílias: 108
Crianças: 26 meninas e 53 meninos (7 a 11 anos)
Adolescentes:
17 meninas e 39 meninos (12 a 16 anos)
Total: 243
Atividades Lúdicas e de Cidadania - ALC (Proteção Básica)
Famílias: 119
Crianças: 73 meninas e 75 meninos (4 a 12 anos)
Total: 267
Projeto Ação de Rua / Abordagem Social (Proteção Especial)
Público: Adulto
Meta: 80 cadastros
Ações: Visitas domiciliares, abordagens sociais, encaminhamentos, acompanhamentos e 5 ações de sensibilização anualmente.
Projeto Esperançar (Proteção Especial)
Público: Adulto, adolescentes e crianças
Meta: 40 usuários por atividade realizada
Ações: Oferta de café da manhã, almoço, escuta qualificada e disponibilizar áreas para higienização pessoal.
Laboratórios de Informática
Público: Adulto, adolescentes e crianças (com formação a partir do 4º ano)
Turmas: 4 de informática avançada e 4 de informática avançada.
Meta: 120 educandos por etapa
Quantidade de etapa no ano:
4
Projeto Empodera Gera Ação (Proteção Básica)
O objetivo é realizar ciclos de palestras e discussões sobre direitos humanos e fundamentais, voltados para 75 jovens e 90 familiares, distribuídos pelos 5 Polos de atuação anualmente.